Tudo o que tenho a dizer é 'desculpe-me'. Não sei explicar que lapso foi esse, não tenho palavras pra expressar meu arrependimento. Nunca, desde o inicio, eu devia tê-lo visto.
E mais, depois disto, mesmo com certa decisão de que não o levaria adiante, eu levei. Talvez em momentos de solidão e carência. Mas não, eu não devia tê-lo feito. Fui cruel, brinquei com teus sentimentos, mesmo que involuntariamente.
Não que o quisesse, mas não que não o quisesse também. Exatamente por estar confusa, ora demonstrava intensa vontade de te ver, e ora numa secura tão grande de partir o coração.
De um lado o medo de estar sozinha. E você, você era o único que me desejava como há tempos eu não havia sido. De outro, a segurança. Mesmo sozinha, estava ótima. Como se você não fosse o último homem do mundo.
Mas minha decisão está feita. É dura, pode ser cruel. Mas acredite: será melhor para nós dois. Não vai querer alguém como eu ao teu lado. Alguém que fez o que fiz.
Pode ser que me odeie por isso. Não vou dizer que não ligo. Mas supero. Não posso ficar ao teu lado. Desde o início soube que você não era para mim. Não posso dizer, no entanto, que me arrependo. O que me torne, talvez, um pouco contraditória. Mas é que nunca saberia eu que não teria dado certo se não tivesse tentado.
Adoro você, por quem você é. Com um sorriso cativante, um jeito carinhoso. Me tratou muito bem sempre, me respeitou, me aceitou, aceitou meus defeitos e meu jeito de ser. Sou grata por isso. Mas me dói o coração olhar para você depois do que fiz. Então talvez seja um adeus.
E espero encarecidamente que me perdoe. Mesmo.
Um comentário:
Lindo!
Num sei pra quem e nem por que a personagem pedia perdão, mas eu perdoaria depois de receber uma carta dessas...
Postar um comentário