quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008

Foi este um ano em que coisas muito boas e muito ruins aconteceram... Algumas passam despercebidas, porque parece que só damos atenção ao que é de todo mal, como dizia um provérbio, que era mais ou menos assim "faça algo bom e ninguém lembrará, faça algum mal e ninguém esquecerá".

Eu me lembro de muitas coisas ruins, como quando meu pai ficou doente em casa, impaciente, com dor, e eu sentia-me impotente, incapaz de ajudá-lo. Fiquei muito mal quando houve um conflito na casa de minha mãe e todos os filhos fizeram malas, e xisparam. Restou eu. E ela chorando.

Me lembro de quando conferi o gabarito da Fuvest e me senti a pessoa mais estúpida do mundo, assim como quando fui ver os resultados da Unicamp enquanto estava em São Leopoldo. Fiquei muito mal por isso também. Ou quando briguei muito com meu pai por causa de uma decisão minha, também sobre faculdades, e fiquei com o coração apertado a semana toda, que estava longe dele.

Me lembro de pequenas e estúpidas brigas com amigos queridos e familiares. Com meus irmãos por causa de bagunça na casa, de uma mísera revista.. Me lembro de quando meu pai não gostou da minha tatuagem nova. Pra mim fez só uma cara de "ah, whatever", e para a namorada falou horrores. Entristece a falta de sinceridade que houve naquele momento, ele podia ter me dito tudo o que achava de uma vez só.

Também me lembro de quando estive muito triste, e parecia que não havia ninguém para me amparar naquele momento. E encharcava o travesseiro, e chorava baixinho. Estranhamente não me lembro do motivo. Mas me lembro do episódio.

Por outro lado, lembro-me de quando comecei a estudar na mesma sala que meus amigos, que antes eram amigos apenas de intervalos e fins de semana. Foi muito bom tê-los ao meu lado o tempo todo.

Lembro de quando vi os resultados da Puccamp e vi que passei. E algumas pessoas super inteligentes não passaram. Me senti bem e mal ao mesmo tempo. Ou quando me ligaram da Anhembi, que eu havia sido a primeira colocada no curso de design de interiores, e ganharia bolsa de 30% e pagaria só 50% da matrícula.

Me lembro de quando reuni com os amigos, e jogamos Imagem e Ação, e Catan, e War, e o cacete a quatro. Rimos muito, tiramos muitas fotos, nos divertimos demais. Muitos churrascos, pizzadas, reuniões à toa. Ótimas lembranças que ficaram pra 2008.

Ou quem sabe quando eu matei aula! Ah, é ruim mas é bom! E eram aulas inúteis, vá! Matava aula e ficava no MSN, na biblioteca, conversando com o Lu. Ou na cantina, jogando truco! Ou até em casa, dormindo. Dormir à tarde é ótimo, e estudando nesse período nem dava...

Foi este o ano em que comecei a cozinhar, ajudar mais em casa. Não fiz grande variedade de receitas, mas o que eu fazia ficava até gostosinho. Ninguém nunca reclamou ou passou mal!

Outra coisa muito boa que me aconteceu foi meio que 'me libertar' do passado e de coisas nele que ainda me seguravam, e me deixavam um pouco infeliz. Me sinto muito melhor agora que o fiz. Livre, sabem? Uma pessoa que não me deu o devido valor na hora que deveria, e agora arrepende-se.

Outra coisa muito boa foi ter prestado Fuvest. Mesmo sem ter passado. Foi quando eu entrei na comunidade e conheci uma pessoa muito especial, por quem hoje criei um sentimento muito forte! E só aumenta.
Não só essa pessoa, como outras, divertidas, queridas, inteligentes - que passaram! - e dinâmicas que ficarão na lembrança.

Também foi o ano em que conheci uns amigos de minha irmã. Que parece que viraram mais meus amigos que dela! Muitas corujadas em casa, de meia noite ao meio dia, falando besteira, contando piadas de pontinhos, jogando Nintendo 64 e Wii, ou vendo filmes, ou comendo pizza do Russi. São pessoas muito especiais que adorei ter conhecido.

Também o ano em que me formei. E agora acabou. Acabou escola, acabou colégio, acabaram fofocas de segunda, de intervalo, croissants de chocolate, vôlei e três cortes, pedágios todas as quartas, algumas saídas nas sextas após as aulas... Espero sinceramente que as amizades continuem sempre intensas e fortes e que sejamos sempre unidos, nunca distantes uns dos outros. É bom e ruim. Me formar é ótimo.. Distanciar dos amigos que é ruim.

Foi o ano em que parece que me dei bem melhor com minha mãe do que em outro anos. Também o ano em que parece que nos unimos mais. Melhorou a relação, a convivência. Me sinto bem em relação a isso.

Neste ano também virei 'de maior'. Fiz uma festa de aniversário como há anos não fazia. E melhor: temática! Festa à fantasia! Minha fantasia era a mais bonita, convenhamos! Hehehe! Foi tudo ótimo! Muitas fotos, muitos doces, muita música, muita risada, muita dança, muita fantasia engraçada e bem feita. Inesquecível.

Também foi o ano em que a Jéssica passou uma noite em casa. Sexo selvagem e muita putaria rolou solta! Mais detalhes, perguntem pra ela! Amo essa bitch. =)

São tantas coisas pra falar de 2008, mas não me lembro te tantos detalhes, e você, leitor, se é que chegou até aqui, com certeza já está muito cansado de ler sobre a minha vida. Então é isso. =)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Saudade

Coisa sem nome. Não, é mentira. Tem nome. E conheces como a palma de tua mão. Esse sentimento é a saudade. Ah, dói. Dói até de dizer. Saudade de um lugar, de uma coisa, principalmente de uma pessoa. Saudade de casa, da cama, saudade dele... E o fato de estar longe torna mais intensa a saudade. Tão ruim. Aí uma música te recorda dessa pessoa, um cheiro daquele lugar, um sabor daquela coisa.. E fica impossível não sentir essa coisa. Essa coisa a que demos o nome de saudade.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Perdão

Tudo o que tenho a dizer é 'desculpe-me'. Não sei explicar que lapso foi esse, não tenho palavras pra expressar meu arrependimento. Nunca, desde o inicio, eu devia tê-lo visto.

E mais, depois disto, mesmo com certa decisão de que não o levaria adiante, eu levei. Talvez em momentos de solidão e carência. Mas não, eu não devia tê-lo feito. Fui cruel, brinquei com teus sentimentos, mesmo que involuntariamente.

Não que o quisesse, mas não que não o quisesse também. Exatamente por estar confusa, ora demonstrava intensa vontade de te ver, e ora numa secura tão grande de partir o coração.

De um lado o medo de estar sozinha. E você, você era o único que me desejava como há tempos eu não havia sido. De outro, a segurança. Mesmo sozinha, estava ótima. Como se você não fosse o último homem do mundo.

Mas minha decisão está feita. É dura, pode ser cruel. Mas acredite: será melhor para nós dois. Não vai querer alguém como eu ao teu lado. Alguém que fez o que fiz.

Pode ser que me odeie por isso. Não vou dizer que não ligo. Mas supero. Não posso ficar ao teu lado. Desde o início soube que você não era para mim. Não posso dizer, no entanto, que me arrependo. O que me torne, talvez, um pouco contraditória. Mas é que nunca saberia eu que não teria dado certo se não tivesse tentado.

Adoro você, por quem você é. Com um sorriso cativante, um jeito carinhoso. Me tratou muito bem sempre, me respeitou, me aceitou, aceitou meus defeitos e meu jeito de ser. Sou grata por isso. Mas me dói o coração olhar para você depois do que fiz. Então talvez seja um adeus.

E espero encarecidamente que me perdoe. Mesmo.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Fernando Pessoa

Leva-me longe, meu suspiro fundo,
Além do que deseja e que começa,
Lá muito longe, onde o viver se esqueça
Das formas metafísicas do mundo.



(...)


Só quem puder obter a estupidez
Ou a loucura, pode ser feliz.
Buscar, querer, amar... tudo isto diz
Perder, chorar, sofrer, vez após vez.


(...)


Braços cruzados, sem pensar nem crer,
Fiquemos pois sem mágoas nem desejos
Deixemos beijos, pois o que são beijos?
A vida é só o esperar morrer.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Desencontro

Marcamos às vinte. O ponto de encontro era um cafézinho ajeitado numa esquina. Eu cheguei dez minutos atrasada porque chovia. Ele ainda não estava lá.

Sentei-me à mesa, de frente à porta de entrada, e esperei. Deram nove e ele ainda não aparecia. Pedi um café e apanhei uma revista.

Era uma Casa & Construção com foco em paisagismo. Em uma hora acabei a leitura. E nada de ele chegar.

Dez e meia e eu já estava num pão com manteiga na chapa com uma xícara grande de café com leite. Veio junto a tristeza de ser esquecida.

Às onze e meia desisti de esperar. Fechei a conta, vesti meu casaco e saí, engolindo o choro. Não deu muito: ao passar pela porta o vejo me esperando no café da frente.

O problema maior é que, quando conto essa história, ninguém acredita em tamanha falha de comunicação.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ignoro

Não ligo mais. Sei lá se você viu, se se importou. Mas eu não ligo mais. Não quero mais saber de você. Você, com sua falta de consideração, me usou. Ignora, agora, a mim, e depois sentirá a minha falta... Ah, eu sei. Eu te conheço. É previsível a sua reação. Virá me visitar de surpresa, trará flores, mandará uma mensagem, ligará para mim. Mas eu... Eu não me importo. Já era hora de não me importar. Já era hora.

domingo, 9 de novembro de 2008

"Homens sábios não viajariam
E jamais por si conheceriam
Lábios doces como os que eu conheci.
Eu desejo-te de imediato
Não sou sábio (sou pobre diabo)
Atrelado, portanto, a ti.

Hoje enxergo. Mas leigo, ignoro
Então insisto, eu teimo e imploro:
Larga-me, e em teus olhos eu mergulho
Erga em mim teu monumento
Nos cabe em pleno desenvolvimento
A tua felicidade, meu orgulho.

Hei sim então de dizer que eu viajo
E que por dias inteiros aguardo:
Levo o tempo pulsando nas veias
E as horas cravadas no seio
Numa guerra de quase silêncio
A ti e aos teus reinos de areia."




[Zé Eduardo Martin Roquetti - 09.11.2008]

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Sonhos

Sonhos. Muitas vezes cremos que sejam irrealizáveis.

Por que sonhamos? Porque é nosso único momento para desligar-nos da realidade. E ainda que seja um sonho realizável, é a possibilidade de almejá-lo. Parece que a vida ganha mais sentido quando sonhamos.

Pode ser uma coisa boba. Pode ser experimentar um prato exótico, pode ser bater um recorde seu. Mas ao sonhar, soa como uma meta para a vida. Cumpri-la traz alegria e satisfação interna. Realização pessoal. Acordar e pensar "é hoje que realizo meu sonho" torna nossos dias mais empolgantes.

Dias empolgantes incentivam a mais sonhos. Sonhar incentiva realização pessoal. Realização pessoal traz hamornia interna e dias empolgantes. Vivendo então um ciclo que desmotoniza a nossa vida.

E é então que prefiro sonhar. Certamente quero realizar sonho por sonho. Mas tê-los em vista traz maior "aventura" para o cotidiano, e assim dias menos cansativos.

Sonho. Mesmo que seja irrealizável.

Leis de Murphy

Leis de Murphy aplicáveis ao meu dia-a-dia:


Molho de tomate não respingará em tuas vestes a não ser que estas sejam brancas.

O telefone tocará somente quando estiveres no banho. Se saíres para atendê-lo, das duas uma: ou não dará tempo de atenderes, ou será engano.

Nunca faltas às aulas; e estas, sempre monótonas. Quando faltares é que haverá algo de interessante de que todos falarão no dia seguinte.

Um atalho será a maior distância entre dois pontos.

Encontrarás sempre aquilo pelo que não estás procurando.

As coisas entram mais facilmente do que saem.

Mesmo o objeto mais inanimado terá movimento suficiente para ficar na tua frente e provocar uma canelada.

Todo e qualquer esforço para apanhar um objeto em queda causará estrago muito maior que deixá-lo cair naturalmente.

Os assuntos mais simples serão sempre aqueles dos quais não entendes absolutamente nada.

Engarrafamentos ou sinais fechados inexistirão quando saíres cedo de casa.

Toda solução criará novos problemas.

Inteligência tem limites. Burrice não.

Conversas sérias só ocorrerão quando estiveres com pressa.

As variáveis variam menos que as constantes.

Se ele te der mole, será feio. Se for bonito, estará acompanhado. Se ele estiver sozinho, tu que estarás acompanhada.

Oitenta por cento do exame que prestarás será baseado na aula que perdeste e no livro que não leste.

A citação mais valiosa para tua redalão será aquela de cujo autor não te recordas.

Caras legais são feios. Caras bonitos não são legais. Caras bonitos e legais são gays.

Se estiver escrito 'tamanho único' é porque não serve em ninguém.

A informação mais necessária será sempre a menos disponível.

A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga para baixo será proporcional ao valor do tapete.

A fila ao lado andará sempre mais rápido.

Se não estiveres confuso é porque não estás prestando atenção.

Toda partícula voadora sempre encontrará um olho aberto.

Um morro nunca desce.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Surpresas

As surpresas... Elas vêm quando menos esperamos, e é fato. No melhor momento e causando a melhor reação. No meio de uma madrugada, na última mordida da maçã. Uma mísera janelinha no canto inferior direito causa um "estrago". Totalmente inesperado. Seguiu um largo sorriso. Obviamente não se esperava por tal mensagem. Surpresa esta tão agradável. E então uma noite boa após um dia desgastante.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Um abraço

Eu pensei em simplesmente parar de responder os seus e-mails, mas achei que seria injusto não dar satisfação.
Pode ser que você pense que, neste e-mail, eu esteja tentando fazer alguma chantagem emocional ou sei lá. Mas sinceramente, eu não ligo se você achar que é, mesmo não sendo.

Quero apenas expressar como me sinto, mostrar a minha opinião. Pouco me importa a sua, na verdade. Nem precisa se explicar.
Foi decepcionante ter esquecido o seu aniversário. Fiquei mal com isso. Não se esquece as coisas de propósito, fato. Se assim fosse, eu me ''lembraria de esquecer'' e não estaria esquecendo de verdade.

Mandei um e-mail enorme, quase de joelhos após ter lido o seu visivelmente magoado e decepcionado. No e-mail seguinte, tudo o que você me disse foi "claro que te perdôo". Após a maior lenga-lenga, após o seu dramático e-mail, todo o choro pra você SÓ dizer "tá, tudo bem. como foi a sua semana?". Claramente mudando de assunto.

Achei ridículo. Sinto, mas foi o melhor termo que encontrei pra definir sua atitude. Eu sinto que estamos um tanto quanto 'presos' um ao outro. Estou, digamos, "superada" de você. Mas quando nos falamos, sinto que balanço. Quando fecho a página, distraio, tá tudo bem. Nem lembro mais. Então eu acho melhor distanciar de você até que eu fique 100%, até que eu não balance mais ao falar com você.

Parece que estamos cutucando merda: quanto mais mexe, mais fede. E não quero "feder" com o que resta de nós: lembranças; boas lembranças. Restaram boas memórias que quero guardar.
Confesso que me sentia um estepe para você. Enquanto você não cagava e não desocupava a moita eu ficava na expectativa. Como tola. E você com suas síndromes de "é-coisa-minha", "agora-quero-isso-e-não-aquilo", "não-sei-mimimi".

Passou da hora de eu criar vergonha na cara. Quando eu tiver 100% talvez possamos conversar sem pensar no "e se um dia...?". Mas meu amor próprio, agora, fala mais alto que o meu amor por você.

Me dê um tempo. Um mês, dois, não sei. Se, quando eu me sentir bem para falar com você, você já não quiser mais nem a minha amizade, entenderei e não vou insistir. Mas no momento preciso de distância. Fique bem.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Ausência de inspiração

Sinto que não escrevo mais como dantes escrevia.
Talvez porque me esteja focando mais em outras coisas, mantendo a cabeça mais ocupadas.

Mas confesso que sinto falta dos meus lapsos de inspiração, nos quais eu tinha tantas idéias que me perdia ao pô-las em palavras, em ordem e em contexto.

Prometo que assim que me sobrar tempo e criatividade, escreverei a mais bela prosa que for capaz eu de escrever. Ou não.

Aguardem!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Revolta

Ele não olha pra mim. Na verdade, ele olha, mas não me vê.Ele não sabe o quanto o observo, o quanto suspiro por ele.

Só queria que ele me visse, me pegasse olhando pra ele, pensando nele. Queria que ele me notasse, me abraçasse, sorrisse pra mim.

Mas não, ele não me nota. Ele não me quer como eu o quero, ou ele finge que não é com ele. E eu me pergunto se é por causa da timidez ou se a recíproca não é verdadeira.

Indiretas não faltaram. Demonstrações de interesse também. Não é possível que ele nçao tenha percebido. Ou é tapado demais, ou realmente não me quer.

sábado, 4 de outubro de 2008

Engano

Todos já estiveram enganados. Mas a pior parte é a incerteza. Dessa forma, você não sabe se está enganado afinal. Parece até uma falha na auto-reflexão sobre a sua opinião a respeito de determinado assunto.

Você pode estar enganado quanto a um julgamento previamente feito sobre terceiros, sobre algo que disse e talvez não devesse ter dito. Ou sobre o sentimento que há por alguém, que é incerto, que talvez nem exista.

As incertezas e os enganos, muitas vezes, andam lado a lado. Não sei o que quero, nem se quero, com medo de estar equivocada sobre ter ou não tal desejo. Sabem? Parece confuso, mas garanto que não o é.

Mas é isso que temo. Achar que quero algo. Tenho minhas dúvidas a respeito. Mas se tiver esse "algo", talvez possa ter cometido um grande e estrondoso erro. Então acho que desisto.

sábado, 27 de setembro de 2008

Paixão?

É complicado quando tentamos explicar um sentimento inexplicável, que veio sem nenhum motivo. Eu não te conheço tão bem. Mas é esse seu charme, seu sorriso, o seu jeito de ser... Isso tudo me chamou a atenção, e não consigo mais desprendê-la de você.

Seu cheirinho, seu cabelo bagunçado, seu abraço, sua timidez. Não posso dizer que você me inspira tamanha paixão... Mas pelo menos um pouco, por enquanto, eu gosto de você.

Mas é tão difícil. Acho que não sei mais conquistar alguém. Mas não tenho coragem de fazê-lo ler isto que aqui escrevo. Aí eu ficaria muito sem graça. E acho que você também...

Então minha única saída é esperar. Deixar o tempo nos aproximar, e de repente, em alguma brecha, quem sabe você não me nota, e não nota o quanto eu penso em você.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Esperando

Custa-me entender o
porquê custa-lhe pensar
sobre você e sobre mim

Sobre o nosso passado
sobre o nosso futuro e
sobre o estranho presente

Pense em mim
pense em nós e
não me deixe esperando

Porque enquanto te espero
o tempo parece eterno e
não vou mais esperar

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Teleporte

Onde está você agora? É uma pergunta que sempre vem à minha mente. Penso, por exemplo, enquanto estou aqui sentada: "onde está você?" Será que está sentado diante do computador, trabalhando? Será que está jantando, ou tomando um banho? Será que está ouvindo música ou relaxando no sofá? Será que está pensando em mim também?

Eu, às vezes, gostaria de ser uma mosquinha. Dessa forma, eu poderia descobrir tudo isso, voaria até onde você estivesse, e te espiaria - se você não mata nem barata, acho que não faria mal a uma mosca. Ou talvez eu poderia saber teleportar e ser invisível. Aí eu ficaria te observando enquanto dorme. Seu rosto angelical apoiado sobre um fofo travesseiro de penas.

E quem sabe, se você me quisesse ao seu lado, eu não me deitava com você? Deixando de lado minha invisibilidade, dormiríamos abraçados. De forma ultra cafona eu escutaria o seu respirar tão próximo dos meus ouvidos, e suspiraria de amor. Não consigo negar que te amo. Me dói o coração uma mentira dessas para comigo mesma.

Eu não sou uma mosquinha, mas tudo o que disse aqui é a mais pura verdade. Se eu pudesse, ficaria a te observar, a te afagar os cabelos e a acarinhar-te a face. Infelizmente não posso. Ainda. Quem sabe se eu aprender a teleportar.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Auto-estima

Auto-estima é assim: você acorda, ruma ao banheiro, tira seu pijama pra tomar banho e pára diante do espelho. Você - com aquele cabelo armado, aquele sorriso amarelo e o corpo nu - se analisa dos pés à cabeça e pensa "e aí, gostosa?".

Mesmo com aquela espinha no meio da testa, do nariz e/ou do queixo, continua se achando o máximo. Veste qualquer roupa e sente-se bem sem precisar de um elogio. Mas é claro que um "você está linda" que não seja do seu pai te estufa o ego e te faz sentir-se ainda melhor.

Ter uma alta auto-estima é essencial para sentir-se bem com o próprio corpo, com a própria aparência, com a própria alma. Mulheres, uni-vos! Vocês são lindas do jeito que são, com a cor que têm, com o corte de cabelo que for, com o formato de corpo que possuírem. Pensem nisso. Vocês são irresistíveis!

Máquina do Tempo

Você já deve ter parado pra pensar no passado. Deve ter se arrependido de coisas que fez, disse ou deixou de fazer e dizer. Eu já.

Se eu tivesse uma máquina do tempo, confesso que nem saberia por onde começar. Tantas coisas que fiz a pessoas que amo, que amei, que me parte o coração só de lembrar. Tantas palavras que disse capaz de quebrar até ossos. Tantas lágrimas que vi escorrendo por culpa de atitudes minhas. Eu apenas lamento a todos que já feri.

Se eu pudesse, também iria ao futuro. Não quero saber como ele será, afinal, sou eu quem faço meu futuro. Mas confesso que queria dar uma espiadinhas. Curio sobre ele. serei feliz, casada, amada? Mãe, pobre, solteira? Serei desempregada, infeliz? Faço meu futuro desde o meu presente, mas como seria daqui a dez anos?

Também iria mais ao futuro. Como estaria o mundo daqui a cerca de cem anos? O mundo teria acabado? Ou as pessoas viverão em meio a altas tecnologias e recursos avançados? Eu queria mesmo dar uma espiadinha. Só uma.

Mas como não tenho uma máquina do tempo, vou ficar curiosa mesmo.

Fim do Mundo

Com toda essa história de LHC, me peguei pensando no fim do mundo. Se acabasse hoje, sinto que eu não morreria feliz; são tantas coisas que quero fazer, tantos lugares que quero visitar, tantas pessoas que quero conhecer. Sonhos que quero realizar e desejos que quero satisfazer. Assim digo com toda certeza que não quero morrer agora. Não sou completamente completa e feliz.

Quando pensamos no fim do mundo é que nos damos conta de quão insignificantes são os nossos problemas, quão exageradas são as nossas frescuras, quão imbecis são os nossos preconceitos, quão cretinos somos por não compartilhar nossas mais bobas alegrias com nossos amigos, amores e familiares e quão tolos somos por não viver o presente com intensidade.

Por isso insisto: viva o hoje como se não houvesse amanhã. Ame hoje como se não existisse amor. Arrisque-se como se não houvesse perigo. Enfrente seus medos como se fosse um guerreiro imortal. Ria até doer o abdome, chore até desidratar. Pule como uma pulga e voe como uma criança com as asas da imaginação. A satisfação que vem junto dessas conquistas torna o hoje em algo maravilhoso. Esqueça os seus problemas e seja feliz! Por hoje.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Lesbianismo

Eu vou ser forte. Se você me perguntasse agora se eu quero ficar com você, eu diria 'sim' sem hesitar. Mas agora você está mais perdido que filho de puta em tiroteio. Não vou te esperar, não posso. Seria martírio. E acho que nem se você fosse o último homem do planeta eu esperaria. Acho que eu ia virar lésbica.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Back to You

"Voltar para você
Vem sempre na minha cabeça
Voltar para você
Eu tentei te esquecer
Eu tentei me manter longe
Mas é tarde demais.

Esquecer você
Eu nunca esquecerei você
É alguma coisa sobre você
É só o jeito que você se mexe
O jeito que você mexe comigo.

Eu sou tão bom em esquecer
E eu desisto todo jogo que joguei
Mas perdoe-me, amor
Eu não posso virar-me e ir embora

Voltar para você
Vem sempre na minha cabeça
Voltar para você
Eu caminho com sua sombra
Eu estou dormindo em minha cama
Com sua silhueta.

Poderia ter sorrido naquela foto
Se é a ultima que eu vou ver sua
É o mínimo que você não poderia fazer

Oh eu irei
Deixar as luzes acesas
Eu nunca desistirei de você
Deixe as luzes acesas
Pra mim também.

Voltar para mim
Eu sei que isso
Voltará para mim
Não assusta você?
A sua vontade não é tão forte
Como costumava ser."



[Back To You - John Mayer]



Essa música encaixa-se perfeitamente na nossa situação hoje.

Você sempre me amou, eu sei disso, eu senti isso. Você ainda me ama. Assim como eu, mesmo confusa, sei que todo meu sentimento por ti é verdadeiro, intenso e real. Eu amo você.

Eu ainda tento entender o que nos impede de ficar juntos. Mas sei que, se não ficamos ainda, é por uma boa razão. Você aí, e eu aqui. E sei que, se for até para casar, nós casaremos. E que se for para nunca mais nos vermos, isso, infelizmente, vai acontecer.

Espero que não.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Paciência

     é não atentar ao relógio ao esperar
     é não desviar o olhar
     é não deixar a perna balançar
     é não ter horas pra contar

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Repugnância

Não é ciúme. Na verdade, até é. Uma parte. Mas tem mais que isso. Você deixa de dormir em casa algumas noites, e é tão chato. Nunca sei com quem você está dormindo. Cada hora é com uma. Não que exista idade pra isso, mas contraditoriamente eu digo: você passou da idade.

Não me importo que você namore. Mas você não namora. Você vai pro motel com uma, depois com outra. Você viaja a trabalho e encontra uma Fulaninha lá. Depois sai no fim de semana pra ir na casa da Ciclaninha. Tudo bem que eu não tenho autoridade nenhuma sobre você, mas se fosse eu, cada hora saindo com um, você, com certeza, não ia gostar.

Não sei explicar. Acho que não estou preparada pra me deparar com várias mulheres que não são nada pra você, muito menos pra mim. E o que mais me incomoda não é só você sair com diversas, e transar com elas. O que me incomoda é que você mente pra mim. Você diz que bebeu um pouquinho a mais e com a 'lei seca' tem que esperar pra dirigir. Claro que eu sei que você vai transar, não sou idiota.

Me incomoda mais ainda o fato de você se encontrar com essas mulheres que eu não sei quem são, se têm idade pra serem minhas irmãs mais velhas, não sei por onde elas passam. Me incomoda você não fazer isso quando não estamos com você. Você bem que podia pegar um final de semana e comer quem você quiser, mas você o faz justo nos dias em que podíamos ver um filme juntos, jantar num lugar legal.

Sinto você distante quando o faz. Sinto você tão longe, sinto sua falta. Saudade do que e de quem você era antes, da forma como você agia antes, das suas verdades. Sinto falta do antigo você. Aquele que eu sempre amei sem preconceitos, e hoje me sinto um pouco afastada porque acho repugnante sua atitude.

Confusão

Você vive uma confusão quando não sabe o que quer, não sabe o que quis e nem o que quererá. Você vive uma ilusão quando, no momento em que sabe, não pode ter, tocar, ver ou sentir.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Conto Erótico

Eu sentia seu corpo suado roçando contra o meu. Seu calor, aquele cheiro exalando de seus poros. Eu via você me analisando dos pés à cabeça, via você me devorando com os olhos. Encoxando-me, prensando-me. Eu sentia calafrios, arrepios e uma agonia interna tão intensa, mas tão intensa que nunca mais andei de ônibus na 'hora do rush'.

sábado, 30 de agosto de 2008

Lovesong for No One

"Staying home alone on a Friday
Flat on the floor looking back
On old love
Or lack thereof
After all the crushes are faded
And all my wishful thinking was wrong
I'm jaded
I hate it

I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here

Searching all my days just to find you
I'm not sure who I'm looking for
I'll know it
When I see you
Until then, I'll hide in my bedroom
Staying up all night just to write
A love song for no one

I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here

I could have met you in a sandbox
I could have passed you on the sidewalk
Could I have missed my chance
And watched you walk away?

I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
You'll be so good
You'll be so good for me"



[Lovesong for No One - John Mayer]

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Invasão de Privacidade

Eu entrei na sua casa, mexi nas suas coisas, abri suas gavetas e seus armários. Não sabia o que estava procurando, mas sabia que era errado, e não foi a primeira vez.

Mas como dizem, "quem procura acha". Achei declarações que não eram minhas, mensagens de amor e cartas melosas. Achei a tristeza em meu coração ao ver que o seu já não mais me pertencia.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Helena

"Helena, lembra Canela que remete a um sabor doce e inesperado. Pois é, assim é você. Alguém tão esplêndida, que exala a pureza dos dias claros. Junto de ti, eu confesso, converso e vivo cada pequeno instante, que reluz a imensidão do tempo.
Helena, não seria Helena, se não houvesse toda a sinceridade, intensidade e afeto.
Helena, não seria Helena, se não escrevesse listas ou cartas, e cumprisse metas.
Helena, não seria Helena, se não tomasse chá, se não tirasse fotos. Se não fosse inebriante com a primavera.
Helena, não seria Helena, se não fosse da paixões, se não jogasse conversa fora, se não deixasse resplandecer o bom coração.

A Lena que conheço é assim...

''A grande borboleta
Leve numa asa a lua
E o sol na outra

E entre as duas a seta

A grande borboleta
Seja completamente solta''

Obrigada por fazer parte da minha vida, e alegrar meus dias :D
Feliz aniversário. Desejo-te toda a felicidade possível do mundo, e se for difícil tê-la, não hesite em roubá-la!
Grande beijo :* "



Escrito por Elaine Araújo. É meu presente.

Uma Coisa Inocente

"Eu só poderia te dar algo que estivesse ao meu alcance e que fosse valiosamente barato. Portanto, é isso: uma coisa inocente.

UMA COISA INOCENTE

Estendi a mão por qualquer coisa inocente
uma pedra, um fio de erva, um milagre
preciso que me digas agora
uma coisa inocente

Não uses palavras
qualquer palavra que me digas há-de doer
pelo menos mil anos
não te prepares, não desejes os detalhes
preciso que docemente o vento
o longínquo e o próximo
espalhe o amor que não teme

Não uses palavras
se me segredas
aquilo que no fundo das nossas mentiras
se tornou uma verdade sublime

José Tolentino Mendonça"



"Presente" de aniversário do Gustavo. Obrigada.

domingo, 17 de agosto de 2008

Leão

"Antes de qualquer coisa, quero dizer que amo este signo. Amo. Queria ser leonino. E me dou bem principalmente com pessoas deste signo.

Leão é o líder, o rei, o brilho, mas inseguro, precisa de adornos e mimos, senão, sua auto estima é como a de uma ameba na quaresma.

Quer levantar um leonino? Elogie-o, finja que a opinião dele é a suprema, e que sem ele, sua vida seria uma vida vulgar e miserável, típica de personagem secundário de novela do SBT.

Quer derrubá-lo? Ignore-o, zombe dele, ria das suas roupas e modos exagerados, não aceite suas verdades prontas e você verá este felino louco, chorando pelas selvas da vida.

Leão é bem generoso, sempre dá um bom presente e mesmo quando pobre, ele se destaca pelo bom gosto e pela ambição.

Leão quando decide conquistar algo ou alguém, é um inferno, porque ele consegue, porque te cerca, te segue, perturba.

Sabe aquele magrelo galanteador que te liga toda hora e se acha? É um leão...
Aí de raiva, cansaço e curiosidade, você cede só por um pouquinho e descobre que o beijo dele é bom, que ele é carinhoso e quando você percebe... É toda dele, MERDA!

É ciumento, dramático e cheio de barracos.
E cuidado com amantes leoninas. Elas de alguma forma, conseguem se tornar as primeiras damas, até porque não suportam a hipótese de serem a segunda opção.

Frases bem típicas de leão:
'Vou te dizer uma coisa'...
'A verdade é que...'
'Vou te dar um conselho'
'Posso falar'?
E por aí vai...

As leoninas são rainhas de tudo, o pobre homem que as servir será sempre um súdito.
Porque são bravas, gastonas e querem atenção o tempo todo.

Manhosas, adoram criar um conflito só para no final, ganhar no debate. Mas em geral são fiéis, dedicadas e muito fogosas. Egoístas, podem desequilibrar os parceiros com ciúmes e exigências.

Mas no geral este signo quando está equilibrado (ou seja, no comando de tudo), é cheio de vida, calor e humor.

Tem ambição, trabalham bem e sim, querem ser reconhecidos. Amam aparecer, amam o destaque, o palco, a vida. Não existem muitos leoninos por aí. Até porque realeza não se acha em qualquer esquina, pessoas.

Na firma, sobem de cargo rápido e no refeitório, sempre estão ao lado da chefia.
E mesmo se for mecânico, com a roupa toda suja de graxa, o cabelo estará impecável, todo leão tem uma relação forte com o cabelo."


Quase tudo é bem verdade.
Eu diria uns 90%. Menos a parte do cabelo.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A Carta

Escrevi uma carta, mas não te mandei. Um carta cheia de amor, de intensidade, de palavras bonitas, de sentimentos veementes. Uma carta romântica, alegre, cheia de boas lembranças, cheia de memórias, quase com uma música no fundo.

Eu dizia o quanto você era importante pra mim. Dizia o quanto gostava de compartilhar minha vida com você, o quão delicioso era ficar deitada no sofá com você, assistindo a algum filme ruim na sessão da tarde do domingo. Como era bom o seu beijo, o seu abraço, o seu cheiro, como eu - masoquistamete - adorava chorar de saudade de você.

Naquela triste carta, eu dizia como doía te dar adeus. Dizia como era doloroso ouvir à rádio e a nossa música começar a tocar. Disse como era difícil mudar de rádio, e eu acabava chorando de saudade. Eu falei que você foi meu primeiro amor, e até então, o meu único. Disse que o que eu senti por você, nunca senti por nenhuma outra pessoa.

Naquela carta eu disse que você foi o canalha mais canalha do mundo, por ter me feito sofrer, por ter me feito chorar, por arruinar noites de sono e tardes de estudo, por ferrar com meus dias de prova, com meu humor nos finais de semana. Eu disse que você era um sem consideração, um arrogante, com seu sangue frio correndo por suas veias, com seu coração de pedra que mal pulsava.

Eu disse que eu fui mais idiota ainda. Idiota por ter te conhecido, por ter me apaixonado, por ter te desejado, te amado, te querido tanto. Disse que eu me senti uma estúpida por rastejar tanto por você, por ter corrido tanto atrás de você quando você não me queria mais. Eu disse que nunca mais queria te ver, nem ouvir a sua voz, nem uma mísera foto de nós dois juntos.

E foi por isso que eu não mandei aquela carta. Porque no fundo, bem no fundo do meu coração, não quero que você saia da minha vida, que suma da minha frente, que suas fotos desapareçam do meu HD e que as suas cartas se inflamem. No fundo, eu ainda nos vejo juntos, vejo uma vida feliz, romântica, harmoniosa. Vejo você e eu na eternidade, trocando carinhos e muito amor.

Por isso não te mandei essa carta. Porque eu te amo, mas não quero que você saiba. Me dói te amar assim e ainda não ser a nossa hora de ficar juntos. Me dói esperar o quanto for preciso para que aí sim possamos ser felizes...
Eu te amo, sim. Te amo como sempre amei, como sempre vou amar.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Neologismo

Neologismo é o criamento de novas palavras.

Dia ruim?

Quando se está num dia ruim, é bem difícil dar ouvidos a um conselho amigo como "tente não pensar nisso" ou "vai passar". Mas esse amigo tem razão. Ficar pensando no que aborrece, ficar martirizando-se dessa forma só vai levar a um maior sofrimento.

O meu conselho de amigo é simples: chore tudo o que tem de ser chorado, grite, esperneie. Mas logo em seguida, esqueça. Distraia-se, cante desafinadamente, dance desengonçadamente, pule na cama, ouça uma música alegre, abrace alguém.

Na frente do espelho, tente sorrir para o seu reflexo. Você não vai conseguir, eu sei. Dará um sorriso tão torto e forçado, que começará a rir de si mesmo, e isso sim te tratá uma alegria interior.

Depois de todas as tentativas de sorrir, cantar, dançar e pular, você estará se sentindo tão melhor que nem lembrará mais o porquê de ter se aborrecido, não lembrará o porquê de ter ficado triste.

A minha intenção é fazer com que você enxergue como você tem de ser forte e não deixar que terceiros te desanimem ou te ponham para baixo. A vida é repleta de desafios e obstáculos, e nós devemos sempre encará-los com o peito estufado.

O êxito em superá-los trará orgulho, e aí sim você verá que, mesmo com tantos empecilhos, a vida pode ser maravilhosa. Basta você querer que ela seja.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Solidão

Sinto falta de alguém aqui comigo. Alguém para me abraçar, olhar nos meus olhos e sorrir, alguém que me conforte, alguém que olhe para mim e diga "você está linda".

Sinto falta de alguém que assista comigo algum filme num domingo, por pior que ele seja; alguém que goste de mim assim, que durma ao meu lado, ouvindo a minha respiração e meu coração batendo depressa.

Sinto-me só nestas frias noites que passam, sem aquela ligação "só para dar boa noite", sem aquela foto lindamente cafona no porta-retrato sobre o criado-mudo, sem aquele cheirinho impregnado no pijama, sem aquele "eu te amo" ao pé do ouvido.

Não sei de quem eu sinto falta, só sei que sinto, que queria esse alguém aqui comigo, segurando a minha mão, afagando meus cabelos, beijando o meu rosto.

domingo, 10 de agosto de 2008

Ananda

É aquela amizade que você sabe, que você jura de pés juntos que vai ser eterna. Você tem liberdade de rir da cara dela quando ela toma um tombo desengonçado, ou de fazer uma crítica construtiva, de dar uma bronca por algo que ela fez, de soltar um pum, de pagar um mico sem ficar sem graça.

É aquela amiga que não tem vergonha de você, e nem você tem vergonha dela. Vocês falam de qualquer assunto, de qualquer coisa, de qualquer besteira. Falam de sexo, de drogas, de rock 'n roll. Falam de homens, mulheres, intimidades, família, amigos. E também, se precisam, não falam de nada, e o silêncio não é desconfortável.

Ela está a mais de mil quilômetros de você, mas você sabe: se precisar dela, pode ligar, pode chamar, pode gritar, e pode ser até 4 horas da madrugada. Ela sempre estará ali pra te ajudar, porque ISSO SIM é uma amizade verdadeira. Onde não se mede valores, conhecimentos, apenas o sentimento que uma tem pela outra.

Eu amo você, Ananda. Do fundo do meu coração. Da forma mais cafona possível: eu sempre vou te amar.

Vida pós Morte

Vida após a morte... O que penso dela? Não penso. Na verdade, curio sobre a sua existência. Tenho vontade de morrer só pra saber o que aconteceria.

Minha alma ficaria vagando por aí como um mendigo bêbado e desabrigado? Ou será que eu reencarnaria no corpo de um homem? Ou no corpo de um animal bizarro? Quem sabe no corpo de uma pessoa que futuramente seria famosa e rica... Vai saber.

Eu não gosto de criar as minhas teorias. Fico no "achismo". "Eu acho que ficarei junto ao meu corpo no meu caixão, enterrada para todo o sempre. Mas e se eu for cremada? Eternamente numa urna? E se me despejarem no oceano? Dissolvida nas águas salgadas?

Assim eu preferia não morrer. Mas a imortalidade ainda não está ao meu alcance. Infelizmente. Ou não.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Medos

Aos 6 anos tinha medo de escuro, só dormia com a luz do corredor acesa. Tinha medo de cachorro grande, era um trauma de infância que só superou muito depois.

Aos 10, tinha medo de ficar sem amigos. Tinha medo de fantasma, de espíritos; tinha medo de andar à cavalo.

Aos 14, tinha medo de ficar sozinha, sem amigos e sem a família.

Aos 16, tinha medo da morte. Tinha medo de não viver o suficiente, de não conhecer alguns lugares e algumas pessoas.

Aos 18, ainda tem medo de altura. Tem medo de baratas, de gafanhotos, tem medo de perder algum parente ou amigo próximo.

Então prefere não pensar nisso, superar esses medos e viver da melhor forma possível.

Revoltada

Esta noite eu te defendi. Você, na verdade, nem soube, mas sim, eu te defendi. Não te defendi porque você me pediu. Te defendi porque eu quis. Ouvi de monte. Ouvi que julgo sem conhecer. Mas eu conheço bem mais do que ele imagina.

Você, por outro lado, é um arrogante, um ingrato, sem consideração e patético. Até quando vai usar o mesmo argumento ridículo de que eu só encho o saco? Pelo amor, cresça.

Eu não tenho palavras para descrever como estou me sentindo nesse momento. É quase uma hora da madrugada, e as únicas pessoas com quem eu me abriria estão dormindo e não quero acordá-las. É por isso que escrevo.

Eu sei, você provavelmente nem vai ler isto, mas só pelo fato de eu estar escrevendo agora me alivio imensamente. Eu te juro, naquele instante eu quis mesmo é te dar um soco na cara.

Você é o único que não enxerga meus esforços, a minha luta em melhorar, porque você é um cego egoísta que só pensa em si mesmo, que só olha pro próprio umbigo. E eu estou aqui chorando por você. Nem sei bem explicar o motivo. Não sei se é porque você não vê meu suor em ajudar a manter a harmonia em nossa casa, ou e é só por sua arrogância e impertinência.

Você pensa que é melhor que todos. Se não, melhor que muita gente.Acho que esta na hora de abaixar o nariz um pouco, e notar que você precisa rever seus conceitos; que "você só enche o saco" não é verdade e que eu luto demais pra estar bem com você, e você não ergue sequer uma palha por mim.

Tomara que você cresça. E logo.

domingo, 3 de agosto de 2008

Sobre Helena

Não gosta de chocolate, toma banho no escuro, gosta de filmes de comédia, ficção, romances, suspenses. Ela adora chá, receber torpedos no celular, uma ligação inesperada. Adora a comida do pai, da vó, e só não gosta da comida da mãe porque ela não cozinha.

Helena tem mania de acender apenas abajures - e não luzes de teto; tem mania de calçar o pé esquerdo primeiro, de andar com o celular pra lá e pra cá - e dormir com ele do lado. Não sai de casa sem perfume nem relógio. Ajusta o despertados pra tocar quando os minutos terminam em zero ou cinco.

Adora ouvir música de diversos tipos, a diversas horas do dia. Gosta de sopas, arroz com farofa. Ama o inverno, encrementar-se com cachecóis e sobretudos, adora botas, pouco usa tênis. Tem só meias e calcinhas brancas e pretas.

É romântica, carinhosa, ótima companheira. Adora ganhar presente, adora dar presente. Ela ama o seu nome, ama seu signo, apesar de ser muito geniosa. Helena sempre sincroniza seus relógios. É um toc. Prefere a noite ao dia, prefere gramática a física, prefere chá a café, prefere preto ao branco, chiclete a chocolate.

Ela tem três irmãos e pais separados. Mesmo com a família dispersa, não a troca por nada. Nem os amigos. São a segunda família. Helena é sonhadora, é feliz, é uma ótima amiga. Gosta de fazer os outros rirem, tenta. Nem sempre consegue, mas o fracasso em tentar gerar risos acaba gerando-os.

Gosta de dormir de bruços, de passar maquiagem, de comprar roupas novas, de procurar móveis pra casa com o pai, gosta de viajar de avião, esquiou uma vez e esquiaria sempre. Ela gosta de maçã, manga, uva, ameixa, romã, pêra, goiaba, e muitas outras frutas.

Helena não gosta de mentira, de falta de consideração e falta de respeito. Ela não gosta de acordar cedo, nem de dias quentes. Não gosta de tomar banho frio, não gosta de ficar doente, não gosta de não ter nada pra fazer. Helena não gosta de gente fedida. Deve ser o único preconceito.

Gosta de andar de ônibus de vez em quando, dá pra espairecer. Não gosta de gente atrasada, não gosta de canela, não gosta de gente estressada. Ela até estressa às vezes, mas tem se controlado. Não gosta de brigar com os amigos, com os pais, com os irmãos. Mas não gosta de perder uma briga.

Tem mania de fechar a porta do box sempre que sai do banho, pra ela não ficar embaçada coberta pelo outro vidro. Tem mania de estralar os dedos, o pescoço, as vértebras. Tem mania de roer unhas, por isso vai à manicure toda semana.

Adora ir ao cinema, adora ver um filme em casa, comer pipoca, jogar truco, pôquer, imagem e ação. É ninja no STOP. Está aprendendo a cozinhar. Gosta de tirar fotos, de sair em fotos, de fotografar. Ela fala sozinha, ela pensa em voz alta. Adora praticar o inglês e o espanhol macarrônico.

Gosta de 'noites do pijama', fazer filmagens engraçadas, contar piadas infames e rir delas sozinha, gosta de cantar. Canta no chuveiro, canta quando está sozinha, sonha em cantar em público, embora seja mais desafinada que uma gralha com amidalite.

Chora em filmes românticos, chora quando se sente oprimida. É uma chorona nata. Ri de tombos alheios, ri dos próprios tombos, ri das coisas simples da vida, adora rir. É o tipo de pessoa que chama a atenção por estar sempre rindo e sorrindo.

Ela é preguiçosa, é arrogante, é mandona. Tem horas que dá vontade de nunca tê-la conhecido. É chata, é insistente, é tagarela. Adora falar besteira. Adora falar muito. Adora falar. Adora os amigos, adora as amigas.

Adora a vida. Ela, na verdade, a ama, ama as coisas simples da vida, ama as coisas que devem ser amadas, valoriza tudo aquilo que tem, aquilo que lhe foi dado, aquilo que um dia não terá mais.

Carro conversível

Teve uma infância feliz, era uma criança risonha, esperta, alegre. Quando tinha uns 7 anos de didade, viu um scort conversível, virou-se para a mãe e disse: "quando eu crescer, vou ter um carro que abaixa a capota".
Com uns 13, decidiu que queria fazer arquitetura, não para imitar os tios, mas porque gostava. Com 14 teve seu primeiro namorado. Não bem o primeiro, mas o considerou de fato o seu cafona 'primeiro-amor'.
Com 16, estava no 1º ano do ensino médio, e aí sim descobriu o que era estudar, mesmo assim não estudava tanto quanto devia. Com quase 17 anos, tentou se matar. Percebeu que foi a coisa mais idiota que podia ter feito.
Percebeu que a vida é única, que deve ser vivida intensamente, que cada dia deve ser aproveitado como se não houvesse amanhã. Aprendeu que as loucuras existem para serem cometidas, que os riscos estão aí para serem corridos.
Com quase 18, ainda sonha em ter um carro conversível, que abaixa a capota!

B-sides

É difícil também encontrar defeitos, mas todos os têm. Segue a lista dos meus, e acreditem, ainda há muitos outros!


A
arrogante, adolescente, agressiva

B
burra, bocó, brava

C
carente, chorona, chata

D
desastrada, descuidada, desatenta

E
escandalosa, egoísta, emotiva

F
feia, falastrona, falha

G
geniosa, gélida, grossa

H
histérica, helena

I
inquieta, impaciente

J
jumenta, jacu

L
leonina, lamentosa, leiga

M
mandona, matraca, maligna

N
nervosa, neurótica

O
orgulhosa, obscura

P
perfeccionista, preguiçosa, prepotente

Q
queixosa, "quebradiça",

R
radical, rancorosa, receosa

S
sensível, sórdida, sabichona

T
temperamental, tola, teimosa, tê-pê-êmica

U
usurpadora

V
vingativa, violenta, vã

X
x9, xereta

Z
zangada

Helena de A a Z

Com certeza os defeitos vão render bem mais, mas aí estão minhas virtudes, de A a Z, com ajuda de uns amigos para enxergá-las. =)


A
amiga, amante, ambiciosa, amorosa

B
bela, batalhadora, benevolente

C
carinhosa, companheira, capaz, cinéfila

D
detalhista, doce, democrática, dinâmica

E
esperta, energética, extrovertida, espirituosa

F
feliz, falante, frugívora, franca

G
gentil, generosa, gulosa

H
humana, hábil, honesta, helena

I
inteligente, impetuosa

J
jocosa, justa, juvenil, jubilosa

L
lutadora, lacrimosa, leal, limpa

M
madura, magnata, maliciosa, marcante

N
notável, narcisista, noturna

O
objetiva, onívora, orgulhosa, obediente

P
participativa, prestativa, perfumada, persistente

Q
qualificada, querida

R
racional, rainha, risonha, risível

S
sensual, sensata, saudável, saudosa

T
tagarela, tolerante, tranqüila

U
única, útil, ungüífera

V
vaidosa, venusta, vívida

X
xereta

Z
zelosa

terça-feira, 29 de julho de 2008

Férias

Férias... Bem que podiam ser eternas, sempre felizes, sempre alegres; sorrisos, amigos, nada de horários ou compromissos. Tempo sobrando pra não fazer nada.

Ah, as férias. Dia de sol, dia de chuva, frio ou calor; qualquer que seja o tempo, não importa, porque você sempre encontra um meio de aproveitar.

As férias: reuniões em casa, piscina, baralho, pizzadas, cobertor e filme, noite do pijama. Podiam durar para sempre as férias.

Tempo para ler muitos livros sem ter que dividir a atenção entre trabalhos da faculdade, os estudos escolares; todos os filmes que você conseguir assistir, todo o chocolate que você puder comer - e já que está de férias, sobra tempo pra academia!

Nas férias dá pra sair, conhecer gente nova de todos os lugares. Se você puder, viaje, gaste, compre, fotografe, visite, namore, aprenda coisas novas como dirigir, cozinhar, lavar roupa, usar o Photoshop.

Ou então você pode fazer como eu: escrever; fantasiar as férias perfeitas enquanto o tempo passa, enquanto deixa de fazer um prato novo, de conhecer gente nova, de ir a um lugar diferente ou de fazer uma loucura...

Doce Vampiro

"Me acostumei com você sempre reclamando da vida, me ferindo e me curando a ferida.
Mas nada disso importa, vou abrir a porta pra você entrar. Beija minha boca até me matar de amor."



[Doce Vampiro - Rita Lee]

domingo, 27 de julho de 2008

Desentalado

Foi tão rápido como tudo aconteceu, mas não posso fingir que não me importo, não posso fingir que não me afeta, não posso fingir que não me dói.

Me apeguei a você. Não sei como, não sei por quê. Gostei de você desde o primeiro instante em que trocamos algumas palavras.

O teu gentil jeito de ser, tua forma de se referir, tua expressão, teu sorriso, tuas palavras - lindas elas, profundas, - tudo isso que em tão pouco tempo me conquistou.

Você foi ferido, não por mim, mas por alguma bruxa malvada. E as tuas cicatrizes ainda dóem. Entendo perfeitamente teu medo de ter a ferida cutucada.

Mas não é porque um amor teu foi fracassado que deve evitar outros amores. Não é porque a distância pode ser um obstáculo em alguns casos, que seria um obstáculo para nós dois também.

Talvez esse sentimento por ti se acabe. Talvez ele se realize. Talvez seja eternamente platônico. Quem sabe, quando essa distância entre nós não diminuir, nossos caminhos não se cruzam denovo?

E se eles se cruzarem, pode ser que a gente se dê bem. Pode ser que um não seja nada do que o outro crê. Pode ser que a gente crie um sentimento ainda maior. Muita coisa pode acontecer, só dá pra saber vivendo uma situação parecida.

Eu, sinceramente, desejo mesmo que nossas trilhas tornem a se cruzar, desejo mesmo tomar um café contigo, trocar cartas, sorrisos, músicas, olhar no teu olho, sentir teu cheirinho, quem sabe ver um filme abraçadinhos.

Então deixemos o tempo cuidar disso, deixemos que a brisa leve nossas almas a algum lugar, torço para que leve uma de encontro a outra, e que aconteça o que for preciso.

Quero um dia ganhar o presente que nega a todos: você.

sábado, 26 de julho de 2008

Entalado

Me faltam palavras pra expressar tudo o que eu tenho entalado na garganta. Mas talvez deva ficar assim mesmo, entalado.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Adeus

É difícil dizer dessa forma, mas não te amo mais. Vou abandonar as mágoas e ficar somente com os seus sorrisos em minha memória. Terei as boas lembranças comigo, e esquecerei do triste passado.

Eu finalmente consigo te dizer adeus, meu amigo. Vou viver a minha vida, aproveitar o meu presente e deixar que o meu futuro se construa da forma que deve ser.

Contradição

Você entrou na minha vida e mudou-a completamente. Você mudou-me completamente. É possível que você nem saiba, mas a maneira como enxergo as coisas, as pessoas, o mundo, ela é totalmente diferente de como era antes de te conhecer.

Você me ensinou a sempre olhar pelo "bright side of life", me ensinou a ser otimista, a gostar de mim como sou. Me ensinou que sou linda, que sempre serei, até na cadeira de balanço contando uma história para meus netos.

Me mostrou que a vida é bela, me mostrou que as coisas acontecem por um motivo, me falou coisas que mudaram o meu jeito de ser, e pra melhor.

O amor que senti por você, ele sempre me toma quando te vejo. Por isso acho que tem horas que não devemos mais nos ver. Esse amor é impossível muitas vezes, proibido em outras. Esse amor é insaciável, é infinito, é eterno.

Em momentos desejo nunca tê-lo conhecido, nunca tê-lo amado, e dessa forma não viver mais o dilema que me domina nas madrugadas, que me domina em algum instante do meu dia. Queria não tê-lo desejado, porque agora a confusão me toma, me causa dor, me faz sofrer.

Não sinta-se mal por me fazer sofrer. É difícil te pedir isso, mas não é voluntário. Nem de sua parte, nem de minha. Simplesmente acontece. Ter te conhecido foi a melhor e pior coisa que já me ocorreu nestes meus 18 anos de vida.

Só que o tempo deve decidir o nosso fim. Se juntos, se unidos, se amigos, se amantes, se inimigos ou distantes. Eu cansei de perder noites de sono e quebrar a cabeça com perguntas como estas.

Cansei de me questionar sobre o que sinto por você, por que eu sei. Eu sei o que é, mas não sei que fim quero que tenha. Sei que devemos simplesmente deixar que as coisas sigam seus caminhos. Se nossas trilhas tiverem que se cruzar denovo, elas se cruzarão.

Eu te amo. E eu odeio profundamente que te amo tanto.
Não te amo. Às vezes odeio não te amar.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Amigo

Amigo é aquele que chega na sua casa, abre a geladeira e ainda reclama que não tem nada pra comer.

Ele sabe que, se precisar de você, pode te ligar a qualquer hora do dia ou da noite, nem que seja à cobrar.

Amigo é aquele que se sente confortável pra falar de todo e qualquer assunto com você.

Ele é aquele que te abraça se você está mal, enxuga as suas lágrimas e sorri te olhando nos olhos.

O amigo de verdade fica à vontade do teu lado. Pode ser que falte assunto para conversarem, mas o silêncio entre vocês nunca é incômodo.

Amigo é aquele que, quando você chama pra sair, não pergunta para onde e nem com quem; para ele, o que importa é estar com você.

Ele é aquele que está do seu lado aonde quer que você vá, se mete encrenca, se mete em apuros, mas vocês estão sempre juntos.

"Amigo é coisa pra se guardar", como dizem. Eu guardo os meus com muito carinho.

Desabafo

Meu chá esfria enquanto penso em como começar a escrever. São tantos desabafos, tantos sonhos irrealizáveis, tantos problemas, tantas tristezas. E tudo num só dia.

O amor. Cansei de falar dele. Era pra ser bom, mas só fere, só dói. Ele confunde, tão ruim a sensação do "e agora?" e não saber o que fazer, o que dizer.

A família. Era pra ser unida, mas dividiu-se há tanto tempo, é tão difícil viver em harmonia. Tão doloroso ficar no meio da guerra, em meio a tiroteios, ver pai e mãe soltando fogo pelos olhos.

Amigos. No momento os únicos que fazem a diferença. Os únicos que não quero nunca abandonar, nunca perder. Quero-os bem, e quero-os comigo até que minha hora chegue.

A dor. Ela é física, ela torce todos os órgãos, machuca, incomoda; até há como evitá-la, mas parece que ela não quer ir embora.
Ela é emocional; ela vem de dentro, ela fere, ela não se explica, ela simplesmente está, e causa lágrimas, sofrimento.

A morte. Queria eu encará-la, nem que por um dia. Queria eu ter 9 vidas. Se pudesse descer do mundo, teria descido hoje, e não seria a primeira vez.

A noite. Ela chega, ela passa, ela quase vai embora. Meu sono, nem prestes a chegar. Talvez assistir ao nascer do sol. É presenciar o raiar do dia, de um novo dia. Sensação de bem estar, tão deliciosa e agradável, que nos faz esquecer de todos os problemas.

Meu chá acaba, mas nada mais importa. Não consegui pôr em palavras tudo o que sinto. Não consegui, nem de perto, desabafar tudo o que devia, todos meus problemas, todos os meus sonhos que vieram num só dia.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Rainha de Tróia (2)

"Sei que não sou um poeta,
sei que gosta de poemas
mas quando assunto é amor
escreverei para você sem problemas.
Não temas!

Amo-te como nunca amei
amarei como nunca amei
Irá você coroar-me seu rei?

Rei de seu coração,
você já coroada rainha do meu
Deixarás as diferenças de lado
e sentarás ao lado meu?"



[Leonardo Zaffalon - 19/06/2008]

Rainha de Tróia

"Então um dia, inesperadamente,
no meio da multidão,
um olhar brilhou
e a sua luz chamou minha atenção.

E como um castelo
de um lugar desconhecido
ví meu reino
por você ser invadido.

E tornaste a rainha do meu coração
onde reinas bela e soberana
e governa com a mais pura paixão!

Não sou mais o primeiro
desconheço minha vontade
deixei de ser inteiro
passei a ser metade!

Sensação estranha e doentia,
Só não havia sentido isso antes
porque ainda não te conhecia!"



[Leonardo Zaffalon - 18/06/2008]

Insônia

São quatro horas na madrugada, e não consigo dormir. Fico pensando nos meus problemas, pensando no meu passado, no meu presente e no meu futuro. Detesto não viver o meu hoje, confusa sobre o amanhã, confusa sobre o ontem.

Tem aquele velho amor que aparece, revive um momento, mas é só um corpo sem alma. E aquele amor que é só alma, não tem corpo. Me confunde, me tira o sono, me deixa assim, descorçoada.

Tento então deitar-me, pensar menos no passado, no futuro. Quero dormir, quero sonhar, quero uma boa noite de sono. Tem horas que quero que todos os amores desapareçam. Tem horas que prefiro apenas viver sozinha, esquecer do mundo, e morrer assim.

Como é possível que meros sentimentos causem tamanho estrago numa tão pequena menina, como eu?

Que bons sonhos venham a mim, porque o amanhã é um novo dia.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Amor

Não procuro um amor de interesse ou um falso amor, nem procuro uma forma de cegar a realidade. Não quero um amor conveniente, cheio de mentiras e omissões.

Quero alguém que me deseje, que me queira como eu sou, que aceite os meus defeitos, minhas fraquezas, minhas feiúras, que abrace os bons momentos, e encare os difíceis de peito estufado, sempre ao meu lado.

Procuro esse alguém, não precisa ser bonito, não precisa ser magro ou alto, só precisa me olhar nos olhos, sorrir para mim e segurar a minha mão. Não precisa me ligar todos os dias, não precisa me mandar e-mails, só preciso saber que ele me quer bem, que se importa comigo.

Meu amor não precisa se vestir bem e nem morar numa casa grande, não precisa dirigir um carrão nem nada do gênero. Meu amor pode me visitar à pé, sentar-se ao meu lado e encostar a cabeça em meu ombro. Quero dividir meus segredos, meus medos, minhas verdades.

Quero um amor pra falar besteira, pra dar risada, pra ver um filme. E se o filme for ruim, nem vai importar, porque teríamos um a companhia do outro.

Meu amor não precisa morar perto, não precisa morar longe. Meu amor pode estar em qualquer lugar. Ele existe, mas ele se esconde. Quando eu o encontrar, sei que esse amor será verdadeiro, será real, e será bom enquanto durar.

Inveja

"Deixei de lado meu objetivo
Minha honra, minha masculinidade
Pra dar lugar ao maldito instinto
De querer impor minha verdade

Deixei levar-me por memórias
De desgostos e iras passadas
Usei vocábulos das escórias
Vi suas pálpebras inchadas

Deixei os verbos do pretérito
Conjugarem pensamentos mesquinhos
Fiz criancisse, fiz inquérito
Julguei teu coração limpinho

Coração limpinho que ajuda
O ofendido a se levantar
Coração bondoso que abriga
O ofensor que não soube se expressar

A priori disse ser inveja
Certas palavras que me pareceram açoite
Ao final deitei-me com inveja
De quem não te magoou essa noite"



[Lucas Rosa - 20/02/2008]



Eu te amo, meu amigo.
Terá sempre meu perdão.

Mulheres

"Às poderosas mulheres
Humanas do duplo xis
Deixam o mundo mais belo
Fazem do homem completo
Fazem do homem feliz

Flores do nosso planeta
Do meu poema o refrão
Sejam modernas, vaidosas
inteligentes, formosas
Queridas sempre serão

Sem elas nada se faz
E com razão digo eu
Se alguém, pois, de mim discorda
de certo não se recorda
De quem a vida lhe deu

Flores do nosso planeta
Do meu poema o refrão
Modernas, inteligentes
Profissionais competentes
de materno coração

Tento aqui humilde, mulheres
Prestar-vos uma homenagem
Porém não há no universo
Um tão esmerado verso
Que vos reproduza a imagem

Flores do nosso planeta
Do meu poema o final
Sejam modernas, vaidosas
inteligentes, formosas
A costela mais singela
do milagre divinal"



[Eduardo Queiroz Peres - 08/03/2008]



Dudu, meu orgulho.
Bom tê-lo como amigo.

segunda-feira, 21 de julho de 2008